... transpuséssemos a vida online para a vida real?
2011/08/22
2011/08/04
Um facto... múltiplas interpretações?
"Qualquer que seja a situação em causa, cada pessoa testemunha-a à sua maneira e esta é uma das principais causas de desacordo entre as pessoas, seja na vida pessoal ou profissional.
Qualquer coisa que o incomoda, que causa stress ou faz sentir-se mal é provocado pela forma como interpreta o acontecimento. Tomemos o exemplo de um director de empresa que anuncia, aos seus trinta funcionários, que decidiu fechar a empresa dentro de duas semanas. Isso é um facto. Acha que as trinta pessoas vão reagir da mesma maneira? Certamente que não.
Um empregado pode dizer: "Youppi, eu queria começar meu próprio negócio e não tinha coragem para o fazer. Aqui está a indicação de que está na hora de realizar o meu sonho.” Outro pode ficar desanimado porque acredita que, com cinquenta anos, nunca vai encontrar outro emprego. Um terceiro pode sentir muita raiva e culpar o seu director por fazer o anuncio tão tarde. Outro ainda pode pensar que depois de passar vinte anos de sua vida ao serviço da empresa e sendo o funcionário mais antigo, deveria ter sido avisado antes dos outros.
Agora considere outro exemplo a um nível pessoal. O marido disse à mulher que nunca tenha comido um assado tão bom como o de sua mãe e que ela tem uma maneira especial de o preparar. A esposa reage imediatamente com raiva: "Isto é, não me digas que não sou uma boa cozinheira. Não precisas de me criticar de uma forma indirecta. Mais vale dizeres-me que gostas mais da tua mãe...” O coitado nunca disse à esposa que ela não é uma boa cozinheira e que prefere a sua mãe. Este é o tipo de interpretação que é comum ser feita.
O que é lamentável é que a maioria das pessoas não percebem que o que os incomoda é o resultado de sua própria interpretação. Eles não podem deixar passar a situação, porque estão convencidos de que são detentores da verdade. Na verdade, eles não estão a ver a realidade, apenas acreditam na sua interpretação. Neste exemplo, esta senhora será detentora da verdade? Sabemos que não, mas ela acredita sinceramente nisso. Tenho a certeza que se ela repetir as palavras do marido a uma amiga, a reacção seria bastante diferente da sua.
É aconselhável parar assim que perceber que está a viver algo desagradável ou emoções de medo, culpa, etc. Então, tome um momento para fazer algumas respirações profundas e para tentar centrar-se. Sabendo que estes sentimentos resultam da sua interpretação isto irá ajudar a que pare um momento para se perguntar quais são as diferentes interpretações que podem resultar do que ouviu. Qual foi a motivação possível do outro? Ao fazer isso, estará a usar o seu coração em vez da sua cabeça, onde o ego se diverte às suas custas.
Na primeira situação, colocando-se nos sapatos do dono, é fácil deduzir que ele teria uma boa razão para não informar os seus funcionários mais cedo. Além disso, ele tinha todo o direito de fazer o que quisesse com o seu negócio. Com a sua decisão, ele nunca teve a intenção de considerar seus empregados inválidos ou não apreciar os seus bons serviços. Ele simplesmente respondeu às suas necessidades. Sabe-se também que esta decisão deve ter sido muito difícil para ele. Uma vez que é impossível agradar a todos, ele nunca teria encontrado uma resposta adequada para todos os funcionários. A única forma correcta é a que lhe convém mais a ele.
No segundo exemplo, tenho a certeza de que uma vez que a sua raiva diminua, esta senhora vai descobrir que o seu marido nunca disse as coisas que ela pensou ter ouvido. Além disso, ele tem o direito de preferir a carne assada pela sua mãe. Os gostos não se discutem. Quando, por exemplo, ela disse ao marido que o vizinho é tão arrumado que a sua garagem está sempre em ordem (sabendo que o marido faz o contrário), ela está a dizer que não gosta do marido ou que prefere o vizinho?
Sejamos mais conscientes das interpretações que damos a tudo o que acontece ao nosso redor. Vamos evitar muitos problemas, muitas emoções e deixaremos de alimentar os nossos medos de não ser amados ou ser imperfeitos."
Com amor,
Lise Bourbeau
Qualquer coisa que o incomoda, que causa stress ou faz sentir-se mal é provocado pela forma como interpreta o acontecimento. Tomemos o exemplo de um director de empresa que anuncia, aos seus trinta funcionários, que decidiu fechar a empresa dentro de duas semanas. Isso é um facto. Acha que as trinta pessoas vão reagir da mesma maneira? Certamente que não.
Um empregado pode dizer: "Youppi, eu queria começar meu próprio negócio e não tinha coragem para o fazer. Aqui está a indicação de que está na hora de realizar o meu sonho.” Outro pode ficar desanimado porque acredita que, com cinquenta anos, nunca vai encontrar outro emprego. Um terceiro pode sentir muita raiva e culpar o seu director por fazer o anuncio tão tarde. Outro ainda pode pensar que depois de passar vinte anos de sua vida ao serviço da empresa e sendo o funcionário mais antigo, deveria ter sido avisado antes dos outros.
Agora considere outro exemplo a um nível pessoal. O marido disse à mulher que nunca tenha comido um assado tão bom como o de sua mãe e que ela tem uma maneira especial de o preparar. A esposa reage imediatamente com raiva: "Isto é, não me digas que não sou uma boa cozinheira. Não precisas de me criticar de uma forma indirecta. Mais vale dizeres-me que gostas mais da tua mãe...” O coitado nunca disse à esposa que ela não é uma boa cozinheira e que prefere a sua mãe. Este é o tipo de interpretação que é comum ser feita.
O que é lamentável é que a maioria das pessoas não percebem que o que os incomoda é o resultado de sua própria interpretação. Eles não podem deixar passar a situação, porque estão convencidos de que são detentores da verdade. Na verdade, eles não estão a ver a realidade, apenas acreditam na sua interpretação. Neste exemplo, esta senhora será detentora da verdade? Sabemos que não, mas ela acredita sinceramente nisso. Tenho a certeza que se ela repetir as palavras do marido a uma amiga, a reacção seria bastante diferente da sua.
É aconselhável parar assim que perceber que está a viver algo desagradável ou emoções de medo, culpa, etc. Então, tome um momento para fazer algumas respirações profundas e para tentar centrar-se. Sabendo que estes sentimentos resultam da sua interpretação isto irá ajudar a que pare um momento para se perguntar quais são as diferentes interpretações que podem resultar do que ouviu. Qual foi a motivação possível do outro? Ao fazer isso, estará a usar o seu coração em vez da sua cabeça, onde o ego se diverte às suas custas.
Na primeira situação, colocando-se nos sapatos do dono, é fácil deduzir que ele teria uma boa razão para não informar os seus funcionários mais cedo. Além disso, ele tinha todo o direito de fazer o que quisesse com o seu negócio. Com a sua decisão, ele nunca teve a intenção de considerar seus empregados inválidos ou não apreciar os seus bons serviços. Ele simplesmente respondeu às suas necessidades. Sabe-se também que esta decisão deve ter sido muito difícil para ele. Uma vez que é impossível agradar a todos, ele nunca teria encontrado uma resposta adequada para todos os funcionários. A única forma correcta é a que lhe convém mais a ele.
No segundo exemplo, tenho a certeza de que uma vez que a sua raiva diminua, esta senhora vai descobrir que o seu marido nunca disse as coisas que ela pensou ter ouvido. Além disso, ele tem o direito de preferir a carne assada pela sua mãe. Os gostos não se discutem. Quando, por exemplo, ela disse ao marido que o vizinho é tão arrumado que a sua garagem está sempre em ordem (sabendo que o marido faz o contrário), ela está a dizer que não gosta do marido ou que prefere o vizinho?
Sejamos mais conscientes das interpretações que damos a tudo o que acontece ao nosso redor. Vamos evitar muitos problemas, muitas emoções e deixaremos de alimentar os nossos medos de não ser amados ou ser imperfeitos."
Com amor,
Lise Bourbeau
Cada dia é...
Não resisti a compartilhar isto convosco...
Dona "Maria Jiló" é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todos os dia às 8 da manhã já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.
Hoje mudou-se para uma casa de repouso: o marido, com quem viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente, duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a assistente veio dizer que o seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andarilho na direção do elevador, fiz uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Interrompeu-me com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de receber um cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas....
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu o seu quarto... Espere um pouco...
- Isto não tem nada a ver, respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo a minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar-me da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo “treino” ao longo dos anos, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Hoje mudou-se para uma casa de repouso: o marido, com quem viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.
Depois de esperar pacientemente, duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a assistente veio dizer que o seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andarilho na direção do elevador, fiz uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Interrompeu-me com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de receber um cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas....
- Dona "Maria Jiló", a senhora ainda nem viu o seu quarto... Espere um pouco...
- Isto não tem nada a ver, respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo a minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar-me da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender, e exigiu de mim um certo “treino” ao longo dos anos, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente continuou:
Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: só se retira aquilo que se guardou. Então, o meu conselho é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.
*Autor desconhecido (por mim, claro)
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